TUDO SOBRE FÓRMULA 1
IDIOMA

RESENHAS DE TODAS AS TEMPORADAS
O GÊNIO
O francês Alain Prost foi indiscutivelmente um dos maiores GÊNIOS da história da F1. Ele era rápido, consistente, estrategista, grande acertador de carros (isso foi confirmado por John Barnard em várias entrevistas, como do Jornal O Globo 25/04/1993 pg 54), sabia poupar pneus e equipamento, tinha uma tocada "limpa" e precisa, raramente se envolvia em acidentes. Seu estilo calculista era muito parecido com o do Emerson Fittipaldi, que foi outro grande piloto da F1 nos anos 70, e grande rival do genial Jackie Stewart.
De todos os campeões da história da F1, o francês era o piloto com maior capacidade de poupar equipamento e vencer corridas. Jo Ramirez, chefe dos mecânicos da McLaren chegava a dizer: "Após a corrida, você podia guardar o carro do Prost para a próxima etapa, pois sabia que estava em perfeitas condições mecânicas." (Jo Ramirez)
CARREIRA ANTES DE CHEGAR NA F1:
Alain Prost tem uma das carreiras mais impressionantes antes de chegar à F1:
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Campeão francês e europeu de Kart (Junior) 73
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Campeão francês e europeu de Kart (Sênior) 74
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Campeão F Renault Francês 76 (equipe Martini 12 vitórias em 13 corridas)
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Campeão F Renault Europeu 77 (6 vitórias em 16 corridas)
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13º lugar F3 Inglesa 78 (perdeu para Piquet, Warwick e Serra) correu poucas etapas dessa temporada
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Campeão F3 Francesa 79 (Venceu 7 das 7 corridas da temporada)
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Campeão F3 Européia 79 (6 vitórias em 10 corridas vencendo o GP Mônaco F3)
COMPARATIVO COM COMPANHEIROS EM QUALIFICAÇÕES E CHEGADAS NA FRENTE NA F1:
Nas disputas internas dentro das equipes nos qualifyings, Prost só perdeu para Senna, que é considerado por muitos o piloto mais rápido em volta lançada da F1, mostrando que o francês merece estar na lista dos mais rápidos da história da F1.
Largadas na frente na mesma equipe:
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Prost 7 x 2 Watson em 80,
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Prost 18 x 13 Arnoux em 81 e 82,
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Prost 13 x 2 Cheever em 83,
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Prost 28 x 2 Lauda em 84 e 85,
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Prost 12 x 4 Rosberg em 86,
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Prost 16 x 0 Johansson em 87,
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Prost 4 x 28 Senna em 88 e 89, o brasileiro foi o único piloto de derrotou Prost nos treinos.
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Prost 8 x 8 Mansell em 90,
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Prost 13 x 3 Alesi em 91,
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Prost 14 x 2 Hill em 93.
Erradamente alguns fãs de F1 dizem que Prost era lento em treinos, o que definitivamente não é verdade.
Chegadas na frente na mesma equipe:
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Prost 6 x 2 Watson em 80,
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Prost 13 x 7 Arnoux em 81 e 82,
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Prost 10 x 3 Cheever em 83,
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Prost 21 x 7 Lauda em 84 e 85,
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Prost 13 x 2 Rosberg em 86,
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Prost 10 x 3 Johansson em 87,
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Prost 12 x 18 Senna em 88 e 89, o brasileiro foi o único piloto de derrotou Prost em chegadas na frente nas corridas.
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Prost 9 x 7 Mansell em 90,
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Prost 7 x 4 Alesi em 91,
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Prost 9 x 6 Hill em 93.
Prost era um destruidor de companheiros de equipe, mas quando pegou Senna dentro da McLaren, teve muitas dificuldades em derrotar o brasileiro, e perdeu para Senna nas chegadas na frente por 18 x 12.
PONTUAÇÃO EM RELAÇÃO AOS COMPANHEIROS NA F1:
Na pontuação no geral das temporadas, Prost derrotou TODOS seus companheiros de equipe com grande margem, com exceção de Senna que foi por pequena margem. Dos pilotos multi-campeões da F1 só Fangio e Prost conseguiram tal feito.
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Prost 6 x 3 Watson em 80 (nas corridas que correram juntos),
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Prost 77 x 29 Arnoux em 81 e 82,
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Prost 57 x 22 Cheever em 83,
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Prost 144,5 x 86 Lauda em 84 e 85,
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Prost 72 x 22 Rosberg em 86,
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Prost 46 x 30 Johansson em 87,
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Prost 163 x 150 Senna em 88 e 89, o brasileiro foi, de longe, o companheiro que deu mais trabalho ao francês.
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Prost 71 x 37 Mansell em 90,
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Prost 34 x 21 Alesi em 91,
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Prost 99 x 69 Hill em 93.
Senna foi o único companheiro que o derrotou o francês nas largadas, chegadas na frente, poles e vitórias, mas perdeu nos pontos, por que o brasileiro teve mais quebras e foi desclassificado duas vezes. Prost não era tão rápido quanto Senna, mas compensava isso sendo mais regular que o brasileiro.
PRECISÃO NA PILOTAGEM:
No começo da carreira ele cometia erros, mas a partir de 1983 melhorou e dos campeões da F1 dos anos 70, 80 e 90, o francês é um dos que tem menor percentual de abandonos por erros, só ficando abaixo de Fittipaldi e Stewart. Lembrando que os carros turbos do começo dos anos 80 são considerados os mais difíceis de se pilotar, por causa potência descomunal dos motores, sem nenhuma ajuda eletrônica:
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Fittipaldi 1,4%
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Stewart 3,0%
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Prost 3,5%
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Keke Rosberg 6,1%
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Lauda e Rindt 6,4%
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Senna e Hakkinen 7,4%
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Andretti 7,6%
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Alan Jones 7,7%
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Schumacher 7,8%
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Jacques Villeneuve 8,6%
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Piquet 9,3%
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Scheckter 9,7%
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Hunt 10,7%
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Mansell 12,8%
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Damon Hill 14,7%
No treino do GP EUA 1989, Prost bateu o carro e destruiu o primeiro chassis desde que ele entrou na McLaren em 1984, e provavelmente tenha sido o único chassis que ele necessitou trocar pela equipe inglesa. (Fonte Anuário F1 1989 pg 28) Esse é o indicador claro, que o francês era um piloto rápido, mas muito preciso e com baixíssimo nível de erros.
PILOTAGEM NA CHUVA:
Algumas pessoas dizem que Prost era "ruim na chuva", mas isso não é verdade. Ele era super conservador, por isso mesclava boas corridas na chuva (Alemanha/88, Bélgica/89, Espanha/91, San Marino/93 e Japão/93), com corridas muito fracas (Bélgica 85, Inglaterra/88, Europa/93).
É uma ERRO ENORME comparar ele com Senna, para dizer que ele era ruim nessas condições meteorológicas, pois Senna era excepcional com a pista úmida.
SORTE DE CAMPEÃO:
Além de ser um piloto excepcional, Alain Prost teve sorte em sete corridas com sérios problema de consumo, na qual o medidor de combustível do carro acusava pane seca no final da corrida, mas ele conseguiu dosar seu ritmo e completar a corrida.
Isso aconteceu na vitória no GP Inglaterra 1985 e no 3o lugar no GP África do Sul 1985, corridas que ele completou quase sem gasolina. No GP Alemanha 1986, ele teve pane seca, mas cruzou a linha de chegada empurrando o carro em 6o lugar, esse potinho lhe ajudaria no título no final do ano. Aconteceu nos GP San Marino 1986, GP Austrália 1986, GP Brasil 1988 e GP Portugal 1988, ele venceu essas 4 corridas com o computador de bordo acusando zero gasolina no tanque.
O FRANCÊS DERROTOU 3 CAMPEÕES MUNDIAIS E 2 FUTUROS CAMPEÕES NAS SUAS EQUIPES:
Prost foi o único piloto de toda a história da F1, que derrotou 3 campeões do mundo dentro da sua equipe (Lauda em 85, Rosberg em 86 e Senna em 89) e ainda derrotou dois pilotos que seriam campeões do mundo no futuro (Mansell em 90 e Hill em 93). Inclusive Prost foi responsável pela aposentadora de Lauda, Rosberg e Mansell. Só que Mansell anunciou sua aposentadoria da F1 em 1990, mas depois assinou com a Williams para 1991.
Devemos salientar que em 1988 e 1989, Senna teve quatro quebras (EUA 89, Can 89, Fra 89 e Ita 89) e duas desclassificações (Bra 88 e Jap 89) contra apenas duas quebras (Ita 88 e Can 89) do Prost, e isso fez o francês pontuar mais que o brasileiro. Mas nada disso tira os méritos do francês pela sua imensa regularidade e capacidade em poupar equipamento nas corridas.
Senna x Prost 1988 e 1989:
Largadas: 28 x 4
Chegadas: 18 x 12 (Senna foi desclassificado no Brasil 88 e no Japão 89)
Vitórias: 14 x 11
Quebras: 4 x 2
Desclassificações 2 x 0
Pontos: 150 x 163
O mais impressionante foi a forma que o Prost derrotou de forma incontestável Niki Lauda (84/85) e Keke Rosberg (86), dois pilotos com talento acima da média, mostrando que o francês merece estar no TOP 5 dos melhores da história.
Quando teve carro em condições de disputar título, Prost foi campeão, ou foi vice campeão:
1983-vice
1984-vice
1985-campeão
1986-campeão, sem ter o melhor carro.
1988-vice
1989-campeão
1990-vice
1993-campeão
O LADO MAQUIAVÉLICO
Infelizmente, fora das pistas o francês tinha um lado não tão idôneo. Prost gerava intriga dentro das equipes, se fazia de vítima, manipulava a imprensa, além de se aproveitar da influência do seu amigo Jean Marie Balestre, presidente da FISA, nas decisões da F1. Por causa dessas atitudes, Prost foi chamado de o "Vilão da F1" no começo da carreira.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=h2btxMVTpYk&t=1738s (Canal Automotor de Reginaldo Leme)
ATITUDES ANTI ÉTICAS:
Esposa do Jacques Laffite (1980)
Prost era amigo de Jacques Laffite, mas em determinado momento eles brigaram e o casamento do Laffite terminou. Nelson Piquet disse que Prost ia na casa do Laffite para acabar com o casamento dele e cantar sua mulher, Bernadette Cottin, e na época Prost e Bernadette assumiram o relacionamento e tiveram uma filha chamada Victoria Prost.
Apesar de Piquet às vezes exagerar bastante nas suas declarações, mas é bem provável essa história tenha um fundo de verdade. Nelson completou dizendo que o francês também já deu encima das mulheres do Gerard Larrousse e do Didier Pironi. Se for verdade, esse fato demonstra o caráter do francês.
Prost "passa a perna" em Senna e leva Steve Nichols para a Ferrari em 1990
Steve Nichols foi o engenheiro de Senna na McLaren, mas ele não tinha uma boa relação profissional com Ron Dennis. Quando Prost se transferiu para a Ferrari em 1990, ele se aproveitou da situação e convidou Nichols para ser o engenheiro do seu carro pela equipe italiana.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=wDE2XzqGV6s&t=4215s (Steve Nichols: An Oral History of Formula One's Greatest Era (1 hora e 28 minutos)
Em termos profissionais não há nada de errado nisso, pois todos têm o direito de ir para a equipe que quiser, mas ao invés de convidar seu engenheiro da McLaren (Neil Oatley), o francês quis justamente o engenheiro de Ayrton Senna.
O francês deu uma apunhalada nas costas de Senna...
AS MANIPULAÇÕES DA IMPRENSA E DA MÍDIA:
É importante deixar claro que opiniões e pontos de vista diferentes devem ser respeitados. Mas se a pessoa distorce vários fatos relacionados à F1, isso não pode ser considerado opinião ou ponto de vista, e sim distorção da realidade.
Os depoimentos de Prost sobre vários fatos inerentes à F1 divergem dos depoimentos dos chefes de equipes, engenheiros, pilotos e jornalistas da F1. E pior que isso, algumas vezes Prost diverge mesmo até do que ele mesmo tinha falado no passado, como mostrarei abaixo. Por isso deve-se ter cautela em aceitar como verdade, alguns depoimentos do Prost.
Entrada de Senna na McLaren em 1988 (versão Prost)
Em diversas entrevistas, inclusive no Podcast do Nico Rosberg, Prost disse que ele que recomendou Senna à McLaren para o bem da equipe, mas as essa versão é contraditória com os depoimentos da época. Durante o Podcast, Rosberg foi sarcástico com o francês e perguntou a ele se aquilo era uma ação de caridade.
FONTE: CANAL ENERTO: https://www.youtube.com/watch?v=ICr8rWe__mU
Yoshitoshi Sakurai da Honda participou das negociações com a McLaren, negou Prost e ainda disse: "Nós queríamos formar uma estrutura com Senna e Prost na McLaren. Alain queria um piloto mais fraco, Prost queria Senna na Williams."
Nobuhiko Kawamoto da Honda trabalhou na McLaren e conheceu bem o francês, também o desmentiu: "Prost só pensa nele, ele não liga para ninguém, principalmente quando se trata de outro piloto." (Fonte: Ayrton o Herói Revelado de Ernesto Rodrigues pg 165 e 166)
Como os Engenheiros da Honda não tinham nada a ganhar mentindo sobre esse assunto, e já conhecendo o histórico do francês, tudo indica que Prost não falou a verdade sobre esse episódio.
É verdade que Prost participou da escolha do piloto, mas os Engenheiros da Honda disseram que Prost não queria Senna na McLaren. Fora isso, Ron Dennis já tinha o desejo de contratar Senna e fez um contrato com o brasileiro desde 1986 para correr pela equipe em 1988 (isso é confirmado numa reportagem do Jornal O Globo de 25/07/1986 pg 30).
Acidente com Senna no GP Japão 1989
No GP Japão 1989, Prost na tentativa de defender a liderança jogou o carro em Senna, provocando a batida entre ambos. Existem dois vídeos do acidente entre Senna e Prost, em câmera lenta, mostrando claramente que Prost deliberadamente jogou o carro no brasileiro (veja abaixo), mas em todas as entrevistas ele nega que tenha jogado o carro no brasileiro.
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=jVh4oKqxtJo - Rare angle of Senna and Prost collide in Suzuka GP Japan 1989 Formula 1 e https://www.youtube.com/watch?v=jKe_-Y5v33s _ Senna vs Prost 3D Reconstruction- F1 Japan 1989.
Além de negar que tenha provocado a batida com Senna, Prost nega que após sair do carro tenha ido conversar com o Jean Marie Balestre. Quem estava em Suzuka naquele dia viu o francês ir diretamente para o Torre de Controle, onde estava o Presidente da FISA e depois disso Balestre ordenou a desclassificação de Senna.
Atualmente quando é entrevistado sobre o GP Japão 1989, o francês diz que estava controlando a corrida e "estava brincando com Senna". Essa é a tática para tentar tirar o foco do entrevistador sobre o que realmente aconteceu naquele dia.
Manipulação do resultado do GP Japão 1989
Em entrevista, Ron Dennis confirmou que depois da batida, Alain Prost pressionou Jean Marie Balestre para que Senna fosse desclassificado. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=nfE8uoolrr0.
Ron Dennis falou isso, por que ele viu Prost indo para a Torre de Controle conversar com Balestre.

Ninguém sabe o que Prost falou com Balestre na Torre de Controle.... Mas o Presidente da FISA acreditou no seu compatriota, usurpou a autoridade do Diretor de Provas, e mandou desclassificar Senna por "Cortar a Chicane e Direção Perigosa". (Fonte: Jornal O Globo 29/04/2014 pg 31)
Além de beneficiar o verdadeiro causador da batida (Prost), Balestre utilizou o item que diz que o piloto tem que percorrer 100% do percurso da corrida, mas ignorou parte do Artigo 56 (veja abaixo), que diz que o piloto ficasse em posição perigosa não deveria ser desclassificado.
"Se um carro parar deve ser removido da pista o mais rapidamente possível, de modo que sua presença não constitua perigo, ou prejudique a corrida ou treino. Se o piloto não puder tirar seu carro de uma perigosa por seus próprios meios, é dever dos fiscais de pista ajudá-lo. Neste caso o piloto religa o motor e volta a corrida, sem cometer uma infração, NÃO SERÁ EXCLUÍDO." (Artigo 56 do Regulamento da FISA, Fonte Anuário F1 1989 pg 135)
Temos exemplos de vários pilotos no passado da F1 (inclusive o próprio Prost no GP San Marino 89), que tinham cortado a chicane e não foram desclassificados, foram 10 pilotos: Pironi, Villeneuve, Jones, Piquet, Tambay, Rosberg, Berger, Nannini, Mansell e Prost.
Anos depois da morte de Senna, até o Balestre confessou:
"Dei uma ajudinha a Prost nesse dia." (Jean Marie Balestre em 05/11/1996)

A Folha de São Paulo 06/11/1996 pg 36
Em entrevista recente sobre o episódio do GP Japão 1989, Prost alegou que após a batida, foi ao boxe da McLaren e que discutiu com Ron Dennis. O entrevistador percebeu que ele não falou a verdade e corrigiu o francês. Na verdade, o dirigente inglês estava nos boxes da McLaren e só foi para a Torre de Controle quando foi confirmada a desclassificação de Senna. Veja a foto do Ron Dennis no cabine da McLaren no final do GP Japão 1989 e compare com a versão do Prost.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=jL9DCre6ezM (Entrevista de Alain Prost - CANAL ENERTO)

Nessa entrevista (veja o link abaixo), a tentativa de distorção dos fatos do francês não deu certo, pois o repórter sabia o que tinha acontecido no GP Japão 1989. Ele foi mais esperto que o francês e falou: "Acredito que você foi primeiro à torre de controle." Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=jL9DCre6ezM (Entrevista de Alain Prost - CANAL ENERTO)
A postura facial de Prost mostra que ele ficou desconsertado, pois foi pego na mentira.
Manipulação do veto a Senna e Mansell na Williams para 1993
Sobre o veto a Senna na Williams feito pelo francês, Prost mudou de versão duas vezes.
Em 1992, Prost deu uma entrevista à jornalista francesa Francesca Bronner e um dos assuntos da pauta da repórter seria o VETO a Senna na Williams. Prost estrategicamente manipulou a entrevista, começando dizendo que "Senna gostava de mecânicos" com isso ele mudou o foco da jornalista e conseguiu seu objetivo que era não falar sobre o VETO. No dia seguinte Prost negou que tenha dito isso, mas já era tarde, ela publicou o que ele dissera e fez o maior estrago na relação com o brasileiro. Era tudo que ele queria. (Fonte: O Herói Revelado de Ernesto Rodrigues pg 426 e 427)
Na verdade, Prost ao assinar com a Williams, vetou Senna e o próprio Mansell, que tinha acabado de deixar a equipe.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=RBemHVzKV6g&t=659s (Canal ACELERADOS- aos 17 minutos entrevista de Senna após o GP Itália 1992)
Frank Williams é a pessoa mais referendada para falar sobre o assunto, e antes de falecer ele deu entrevistas dizendo que Prost vetou Senna no contrato com a Williams para 1993. Em setembro de 1993, Williams se reuniu com Prost e a Renault para retirar o veto a Senna. (Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=1xyU-Uw9_3w&t=466s - CANAL ENERTO)
Em 2022, Prost confessou que vetou o brasileiro, justificando que queria evitar problemas dentro da equipe.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=0kWXz9BNf90&t=204s (CANAL ENERTO)
Mas entre 2023 e 2024, Prost deu entrevista ao Podcast "Beyond the Grid" e mudou a versão da história pela segunda vez. Ele disse que foi a própria equipe que inseriu a tal cláusula de veto de Senna no contrato com a Williams, algo totalmente sem nexo, haja vista que Frank Williams queria Senna na equipe.
Os depoimentos do Prost ficam nessas de idas e vindas entre verdades e mentiras. E tem gente que acredita...
CURIOSIDADE SOBRE VETOS A PILOTOS: Vetar piloto não era especialidade só do Prost.
- Lauda vetou Peterson em 76,
- Piquet vetou Senna em 84,
- Senna vetou Warwick em 86,
- Mansell vetou Prost em 91,
- Prost vetou Senna em 90 na Ferrari, Senna e Mansell em 93 na Williams,
- Schumacher vetou Senna em 94, Villeneuve em 98 e Montoya em 2006,
- O pai de Hamilton vetou Rosberg em 2010,
- Vettel vetou Hamilton na Ferrari nos anos 2010.
AS INTRIGAS DENTRO DAS SUAS EQUIPES:
Intriga dentro da Renault (Briga Prost x Arnoux em 1982)
No GP França 1982, Arnoux fez a pole, liderou e ganhou a corrida. Prost que estava disputando o título da temporada, solicitou que a equipe sinalizasse a seu companheiro para que ele lhe cedesse a vitória, mas Arnoux não a cedeu. Após a corrida Prost armou a intriga na imprensa e dentro da Renault, o que gerou a demissão do Arnoux no final do ano.
Prost fala até hoje que Arnoux descumpriu a ordem do Presidente da Renault (Bernard Arnault), insinuou que a equipe beneficiava e gostava mais do Arnoux do que dele, e que a equipe liberou mais potência para seu companheiro de equipe do que para ele, como se ele fosse renegado pela equipe. Em 1989, Prost utilizaria o mesmo tipo de intriga dentro da McLaren com Senna.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Hhosmfyy9cA&list=LL&index=6&t=1s (Versão do Prost- CANAL ENERTO)
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=4A7wMiq0tKU&t=307s ( Versão do Prost- CANAL ENERTO)
A versão do Arnoux é bem diferente da do Prost, ele disse que o chefe da Renault, Gérard Larrousse, não deu nenhuma ordem, foi o Prost que pediu para ele lhe ceder a posição e simplesmente ele não aceitou a troca de posições. E ainda criticou seu ex-companheiro de equipe dizendo que Prost não aceita ter um piloto de ponta como companheiro de equipe.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=S8phkYibFO4 (Versão do Arnoux- CANAL ENERTO)
Prost fez uma manobra política dentro da equipe e no final de 1982 conseguiu a demissão de René Arnoux, para ter um companheiro de equipe mais fraco: Eddie Cheever. Era tudo que ele queria.
Intriga dentro da McLaren (Teoria da Conspiração de 1989)
Prost começou o ano alegando que lhe davam motor menos potente: “Nessas duas corridas, consumi menos comburente do que ele (Senna). Como pode isso ser explicado senão por uma potência inferior?” (Anuário FS 1989 pg 38) Mas a explicação é que Senna tinha a técnica de bombear o acelerador, e por isso gastava mais gasolina. Claro que Prost sabia disso, mas no fundo queria armar intriga dentro da equipe.
Depois o francês falou que os motores Honda vinham escrito "especiais para Senna", mas se a Honda quisesse privilegiar Senna jamais escreveria na caixa qualquer menção desse tipo. Takeo Kiuchi, engenheiro de motores da Honda, rebateu o francês dizendo que a diferença de potência entre os motores nunca passou de 5 HP. (Anuário FS 1989 pg 27 e 119)
Todos dentro da McLaren sabiam que os motores eram sorteados na moedinha na frente dos seus respectivos engenheiros (Steve Nichols e Neil Oatley). Ron Dennis confirmou que a ordem partiu deles que os motores eram sorteados. (Fontes: Livro O Herói Revelado de Ernesto Rodrigues pg 261 e Jornal O Globo 29/04/2014 pg 31) Steve Nichols também confirmou em duas ou três entrevistas que o equipamento deles era exatamente igual, que não havia beneficiamento a nenhum piloto. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=jNhNmDwr7j4&t=21s (minuto 9)
A Honda ainda tentou melhorar o desempenho do Prost, o francês tinha uma aceleração mais suave no acelerador do que Senna, então a partir do GP Canadá de 1989 a Honda deu ao francês um chip de motor com mistura mais rica para melhorar as retomadas de velocidade nas saídas de curva (Fonte: Anuário FS 1989 pg 14 e 27) e assim mesmo Prost continuou dizendo que a montadora japonesa fornecia motores melhores a Senna.
Nos treinos do GP Itália 1989, Prost foi muito mal e tomou quase 2 segundos de Senna. A McLaren passou o acerto de Senna para o carro de Prost. (Fonte: Anuário Francisco Santos 1989 pg 119) Resultado: Senna quebrou e Prost ganhou a corrida e continuou insinuando que a Honda beneficiava Senna.
Corroborando com o que foi citado acima, antes do GP Inglaterra 89, a equipe McLaren tinha um tanque de óleo novo e outro recondicionado, eles sortearam quem ficaria com o recondicionado, e Prost ficou com o novo e Senna ficou com o velho. (Fonte: Herói Revelado de Ernesto Rodrigues pg 286) Essa é a prova do tratamento igualitário dentro da McLaren.
O Engenheiro de motores Takeo Kuichi não concordou sobre o favorecimento a Senna:
"Senna olhava para a frente, do ponto de vista tecnológico, enquanto Prost ficava nos recursos tradicionais. A verdade é que Alain percebeu quem era Ayrton e começou a reclamar.” (Takeo Kuichi)
Jo Ramirez também negou o favorecimento:
"Não havia favorecimento a ninguém... Os carros eram absolutamente idênticos. Se Prost estivesse no dia dele, com carro acertado ao seu estilo, ele era imbatível. Já Senna podia improvisar, se ele não tinha um carro do seu estilo de pilotar, ele dizia não mexam e ia para a pista dava várias voltas até se moldar ao carro.” (Jo Ramirez)
Nelson Piquet, não era piloto da McLaren, mas trabalhou 3 anos com os motores Honda (1986 a 1988) e conhecia bem os japoneses. Ele também não concordou com as teorias da conspiração criadas pelo Prost. O brasileiro falou:
"Fiquei satisfeito por Prost ter finalmente ter deixado de se lamentar dos motores e em ter se empenhado em conquistar seu terceiro título." (Nelson Piquet)
Steve Nichols era engenheiro da McLaren e explicou, do ponto de vista técnico, que o McLaren 89 era mais nervoso que o McLaren 88 e o brasileiro se adaptou melhor a esse comportamento (Fonte: Entrevista ao Jornal O Globo de 04/06/1989 pg 55 (veja abaixo) e confirmado no Anuário de F1 1989 pg 26. Steve Nichols confirmou em diversas entrevistas recentes:
"Os carros de Senna e Prost eram absolutamente iguais."
Na verdade era uma questão de adaptação a pilotagem e não um "favorecimento da Honda a Senna" como alegava Prost. Veja reportagem abaixo sobre o comportamento "nervoso" da McLaren 1989:

Jornal O Globo de 04/06/1989 pg 55
Intriga dentro da Ferrari 1 (Briga Prost x Mansell em 1990)
Em 1990, a relação entre Prost e Mansell ficou estremecida, mas isso foi abafado na época. Na verdade, quando Prost assinou contrato com a Ferrari e exigiu tratamento de primeiro piloto (Prost nega até hoje), então os dirigentes da equipe italiana tiveram que pedir ao Mansell renunciar seu posto de primeiro piloto (Fonte: Anuário FS 1989 pg 35).
No vídeo oficial da FISA da temporada de 1990, na parte do GP Brasil, Nigel Mansell faz um desabafo público, dizendo que Prost quer saber o que ele vai fazer, mas o francês não lhe passa informações. Ficou claro que o Leão estava indignado com o francês, tanto que ele anunciou sua saída da Ferrari no meio do ano, surpreendentemente fez as pazes com Senna e se vingou do Prost na largada do GP Portugal 90, empurrando-o contra o muro e deixando Senna passar por eles.
Na época a mídia acreditou que Nigel Mansell gerou a crise interna dentro da Ferrari, mas na verdade Prost fez mais um "jogo político" para fazer o inglês sair da equipe, assim como ele fez com Arnoux em 1982 e com Senna em 1989.
Para o ano seguinte, o Leão assinou contrato com a Williams e VETOU o Prost. Talvez o inglês tenha descoberto a "verdadeira face" de Alain Prost e entendeu tudo que o francês fez com Senna em 1989. No final de 1992, Mansell ainda sentia rancor do relacionamento com Prost nos anos de Ferrari e deu entrevista a Roberto Cabrini dizendo que preferiria que vaga na Williams fosse de Senna, e não de Prost. (Fonte: Depoimento de Roberto Cabrini durante o GP Japão 92)
Intriga dentro da Ferrari 2 (Briga Prost x Cesare Fiorio em 1991)
Na volta de aquecimento do GP San Marino 1991, Prost rodou na chuva, abandonou e disse que fora problema de câmbio. O Chefe da Equipe Ferrari, Cesare Fiorio, desmentiu o francês, e os ânimos entre ambos começaram a ficar acirrados (Anuário FS 1991 pg 49), causando a demissão do italiano logo em seguida.
Como Cesare Fiorio não tinha nada a ganhar mentindo sobre a declaração de Prost e vendo que Fiorio foi demitido por causa desse conflito, exatamente como aconteceu com Arnoux em 1982, há grandes chances que o Prost tenha pressionado a Direção da Ferrari para demitir o chefe da equipe.
No final do ano, Prost acabou sendo demitido ao comparar sua Ferrari a um Caminhão. Até hoje o francês nega que tenha falado algo sobre isso, mas algumas pessoas confirmam que ele falou isso no final de 1991.
Segue um vídeo que explica a intriga que Prost criou dentro da Ferrari: https://www.youtube.com/watch?v=pz2GjgHeJwY (9 things that led to Alain Prost being fired by Ferrari)
O QUE OS ESPECIALISTAS FALAM SOBRE PROST
Nenhum piloto da história da F1 gerou tantas intrigas e conspirações dentro das suas equipes, isso é fato. O premiado jornalista português e especialista em F1, Francisco Santos e alguns pilotos da F1 corroboram com a mesma opinião:
"No entanto, todas estas virtudes são penalizadas por feitio incrivelmente mau, segundo pessoas que o conhecem bem. Na realidade, por onde passou deixou sempre um rastro de problemas de relacionamento: Renault, McLaren e Ferrari".
(Anuário F1 Francisco Santos 1992 pg 54 e 55 sobre Alain Prost)
"Prost era um baita piloto, mas era mau carater." (Nelson Piquet)
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=2oNTw_5aiwI&t=2789s (Entrevista Piquet 03/11/2021)
"Alain era o Professor de Manipulação e Politicagem na F1." (Nigel Mansell)
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Gmo4AgyE7WI e https://www.youtube.com/watch?v=EUAioa4zOzA
"Eu aceito ter um piloto de ponta como companheiro, mas Alain não aceita ter um piloto de ponta como companheiro de equipe." (René Arnoux)
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=S8phkYibFO4 (Versão do Arnoux- CANAL ENERTO)
HISTÓRICO DE DISTORÇÕES
Em 1982, Prost pressionou a Renault para demitir René Arnoux e ficar como 1o piloto absoluto da equipe para 1983. A coisa ficou tão feia que os funcionários da fábrica revoltados com as intrigas geradas por ele, foram até sua casa e queimaram seu carro. Prost teve que se mudar com a família para a Suíça.
No GP Itália 1986, Prost trocou de carro depois do "sinal verde" e foi desclassificado por isso. Depois o francês mentiu para a imprensa dizendo que tinha trocado antes e depois acabou sendo multado pela FISA.
No GP Hungria 1988, Prost perdeu o duelo para Senna, ele disse que teve problema de rolamento, mas os técnicos da McLaren disseram que isso foi invenção da cabeça do francês. (Anuário FS 1988 pg 38)
No GP Portugal 1988, Prost empurra Senna para fora da pista nas duas largadas. Na volta 2 da corrida, Senna faz o mesmo, espreme Prost contra o muro, o francês passa o brasileiro e vence a corrida. Depois da corrida, o francês foi reclamar com a imprensa da atitude do brasileiro, quando na verdade o próprio Prost fez a mesma manobra.
No GP Japão 1989, Balestre mandou desclassificar Senna. Depois da corrida, Prost continuou usando a imprensa para atacar Senna e disse que "Senna era um vírus maligno" (Jornal do Brasil 25/10/1989 pg 26) e em todas as entrevistas até hoje, ele nega que tenha sido o causador da batida.
Em 1990 Prost chegou na Ferrari com a condição de ser o 1o piloto, por isso os dirigentes da Ferrari tiveram que convencer Mansell a renunciar o posto de 1o piloto (Anuário FS 1989 pg 35). Em entrevistas recentes, Prost disse que nunca foi 1o piloto de equipe nenhuma na F1, o que não é 100% verdade...
No GP Alemanha 1991, Prost tentou ultrapassar Senna, o brasileiro defendeu a posição por dentro, Prost errou e passou reto na chicane. Para a imprensa, ele disse que Senna o jogou para fora da pista.
No final de 1991, Prost compara sua Ferrari num caminhão, e por isso foi demitido da equipe italiana. Até hoje ele diz que não falou isso e põe a culpa na tradução da entrevista.
No final de 1992, Prost testou a Williams e disse que era o melhor carro que já havia pilotado (Anuário Francisco Santos 1992 pg 14). Como em 1993 o desempenho do francês foi abaixo que a real performance do carro, Prost criou uma narrativa que a Williams 1993 tinha problemas e não era tão boa assim (*).
(*) Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=IKezOJdvZWg
Recentemente, Prost deu uma entrevista (**) dizendo que no final de 1993 em Estoril ele fez o melhor tempo com Williams FW 15D sem eletrônica. Mas isso não é verdade, nesse teste com o Williams sem eletrônica, ele foi 1,8s mais lento que o melhor tempo da semana. Ou seja, sem a eletrônica a Williams perdeu muita velocidade.
(**) Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=GUEKblNDlgk
Testes 28 a 30 de Setembro 1993 Estoril contraria o que o Prost falou:
Schumacher (Benetton 4WS) 1.13.00
Hakkinen (McLaren Ford) 1.13.21
Senna (McLaren-Chyrsler) 1.13.23
Schumacher (Benetton) 1.13.43
Hakkinen (McLaren-Chyrsler) 1.13.67
Senna (McLaren-Ford) 1.13.69
Alesi (Ferrari) 1.13.90
Barrichello (Jordan) 1.14.09
Patrese (Benetton 4WS) 1.14.32
Fittipaldi (Footwork) 1.14.44
Verstappen (Footwork) 1.14.45
Wendlinger (Sauber) 1.14.54
Lehto (Sauber) 1.14.55
Berger (Ferrari semi passiva) 1.14.81
Prost (Williams sem eletrônica) 1.14.82 FW 15D <<=
Irvine (Jordan) 1.14.97
Berger (Ferrari passiva) 1.15.0
Blundell (Ligier) 1.15.08
Hill (William sem eletrônica) 1.15.29 FW 15D <<=
Fonte: Anuário Francisco Santos 1993 pg 12.
Nesse mesma entrevista, Prost disse que fez um teste com a McLaren Peugeot 94 em Estoril, mas notou que o carro não era competitivo. Em 2023 noutra entrevista (***) sobre o mesmo teste com a McLaren Peugeot 94, Prost disse que o carro tinha chassi e eletrônica melhores que a Williams 93, isso para tentar supervalorizar o MP 4/8, carro que venceu 5 corridas em 1993, ou seja, ele mudou totalmente sua versão.
(***) Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=0kWXz9BNf90 CANAL ENERTO depois de 3 min e 45 seg
As narrativas do francês mudam de acordo com o que ele quer valorizar ou desvalorizar.
CONCLUSÃO
Nada disso tira os méritos de Prost como um dos MAIORES DE TODOS OS TEMPOS, mas só reforça que muitos pilotos são egoístas e capazes de qualquer coisa para serem campeões. Prost, com sua voz calma e mansa, tem uma capacidade nata de usar a imprensa e a mídia, sem que as pessoas percebam que estão sendo manipuladas.
Como piloto, o francês era destruidor de companheiros de equipe e tinha um talento inquestionável, derrotou 3 campeões do mundo (Lauda, Rosberg e Senna) e 2 futuros campeões do mundo (Mansell e Hill) dentro das suas equipes. Ninguém conseguiu fazer isso até hoje na F1, por isso ele tem que ser respeitado do ponto de vista técnico.
Mas infelizmente, Prost desagregava suas equipes (Renault, McLaren e Ferrari), se elas não trabalhassem conforme seu desejo ou se tivesse um companheiro de equipe andando na sua frente. Prost conseguia fazer isso num nível de manipulação da mídia tão elevado, que, inadvertidamente, alguns canais de automobilismo acreditam até hoje nas inverdades contadas por ele.
Por essas manipulações e intrigas, Prost não é admirado por vários fãs franceses de F1, que com certeza souberam o que ele fez com René Arnoux em 1982 e com Ayrton Senna em 1989. Sobre esse fato, ele mesmo chegou a confessar:
“Eu era rival de Piquet e Senna, mas nunca fui agredido pelos fãs deles no Brasil. Eu era mais agredido pelos franceses que torciam pelo Ayrton na França. Era surpreendente como ele tinha fãs no meu país." (Alain Prost).

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