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MELHORES PILOTOS DA F1

É importante ressaltar que números absolutos nem sempre são justos, pois não se pode comparar pilotos que tiveram carros, adversários, companheiros de equipes e regulamentos diferentes. Entendo que a análise das PERFORMANCES é mais justa do que os números absolutos, pois analisa o que o piloto fez na sua respectiva época, levando-se os melhores pilotos da época, a qualidade de carros e seus companheiros de equipe.

 

Por esse critério de PERFORMANCES DO PILOTO, segue a lista com os melhores pilotos da F1.

PILOTOS BONS E MUITO BONS:

Mike Hawthorn: piloto rápido e regular, disputou o título com o Stirling Moss, fez bom duelos contra seu compatriota e foi campeão com a ajudinha do seu companheiro de equipe (Phill Hill) que lhe deixou passar na última volta da última corrida do ano (GP Marrocos 58). Morreu num acidente de carro em janeiro de 1959.

Campeão 1958.

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Phill Hill: era segundo piloto da Ferrari que foi promovido a primeiro piloto depois da aposentadoria de Mike Hawthorn e a morte de três pilotos da equipe italiana (Musso, Collins e Behra). Em 1961 estava disputando o título com Wolfgang Von Trips, mas atrás no campeonato, quando o alemão morreu num acidente em Monza e Phil Hill sem o seu adversário acabou ficando com o caneco. Ganhou apenas 3 corridas na carreira, é um exemplo típico de um bom piloto que esteve no lugar certo, na hora certa que foi campeão.

Campeão 1961.

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Wolfgang Von Trips: foi o melhor piloto alemão na F1, antes do surgimento de Michael Schumacher. Von Trips era bom piloto, corria pela Ferrari e estava liderando o campeonato de 1961 na frente de Phill Hill. No final do ano o Alemão precisava de apenas uma vitória em duas corridas para ser campeão, mas sofreu um acidente com Jim Clark no começo do GP Itália 1961 e veio a falecer. O título acabou indo para seu companheiro de equipe Phill Hill. O mais incrível dessa história é que mesmo que ele vencesse e se sagrasse campeão, ele morreria depois da corrida, pois o seu avião caiu e todos os ocupantes morreram.

Uma curiosidade: era que ele dono do kartódromo de Kerpen, e após a sua morte esse kartódromo passou a ser administrado por Rolf Schumacher, que no futuro teria dois filhos chamados Michael e Ralf Schumacher, que iriam treinar nessa pista e chegariam na F1 nos anos 90.

Vice campeão 1961

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Bruce McLaren: esse bom piloto neozelandês merece entrar na lista dos melhores da F1 por seu legado. Bruce McLaren aprendeu tudo sobre carros com Jack Brabham nos anos que correram juntos na equipe Cooper. Depois ele se juntou com Teddy Mayer para montar a sua própria equipe, que oficialmente estreou na F1 em 1965. No GP Bélgica 1968, ele obteve sua primeira vitória com o carro ele mesmo construiu (como Jack Brabham e Dan Gurney tinham conseguido anos antes). Seus carros corriam também no Can-Am (categoria canadense e americana) com Denny Hulme que foi bicampeão nessa categoria em 68 e 70. Infelizmente Bruce McLaren morreu testando o seu carro do Can-Am em 1970 em Goodwood, e não viu o legado que deixou para a F1: a equipe McLaren.

Vice Campeão 1960.

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Jack Ickx:  uma frase se encaixa perfeitamente no piloto belga: “Tudo que você fez fora da F1 não vale nada, se você não for bem na F1”. Ickx era gênio nas corridas de longa duração, venceu 8 vezes as 24 horas de Le Mans, venceu as 24 horas de Daytona, as 24 horas de Spa, os 1000 km de Nurburgring, Spa e Monza e era considerado um piloto muito bom de chuva.

 

Só que na F1 o nível é outro. Jack fez boas corridas na F1, mas nunca fez uma temporada realmente espetacular, ele foi vice em 69 e 70, mas bem abaixo dos campeões desses anos. O que mais chamou a atenção na sua carreira é que ele não teve seu contrato renovado na Ferrari (73), nem na Lotus (75) e nem na Williams (76). Em 79 ele retornou à F1 substituindo Depailler na Ligier, tomou mais de 1s em todos os treinos (7x0) do Jacques Laffite, e de novo, foi dispensado. Sem dúvida, para os padrões da F1 era um bom piloto, mas talvez seu talento tenha sido supervalorizado por causa dos seus resultados fora da F1.

Vice campeão 1969 e 1970.

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Clay Regazzoni:  esse bom piloto suíço disputou o título com Emerson Fittipaldi em 74, mas convenhamos que a Ferrari estava melhor que a McLaren nesse ano. Se já em 1974 ele estava andando menos que o Lauda, depois de 1975 a coisa ficou pior e ele ficou "na poeira" do austríaco. Em 1976, quando o Lauda ficou várias corridas de fora, Regazzoni de novo não conseguiu bater o austríaco, aí ele foi demitido da Ferrari. Em 1980 sofreu um acidente e ficou paraplégico. Regazzoni era um bom piloto, mas muito pilotos da sua época reclamam que ele era extremamente desleal em suas manobras.

Vice campeão 1974.

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Jacques Laffite: um piloto muito bom que correu grande parte da carreira na equipe Ligier, e teve diversas atuações muito boas, chegando a vencer várias corridas, e fazer vários pódios. Em 79 chegou a liderar o campeonato, mas a Ligier decaiu de performance e ele ficou em 4o lugar. Nos anos 80, teve problemas para se adaptar aos motores turbos Sofreu um acidente quando estava prestes a bater o recorde de corridas do Graham Hill, e abandonou a F1.

4o lugar 1979, 1980 e 1981.

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John Watson: um piloto muito bom, rápido, regular e errava pouco. Ele bateu o Niki Lauda em dois anos dentro da McLaren (1982 e 1983), só isso o credencia para entrar nessa lista. Ele chegou a disputar o título de 1982 com Keke Rosberg no final do ano. O inglês detém o recorde da F1 de ganhar corrida largando da pior posição possível do grid 22º no GP EUA 1983. Ele era o “rei das corridas de recuperação”, largava em 17º, 18º e 22º e chegava lá na frente no final das corridas. Foi substituído pelo Prost na McLaren. Merecia melhor chance na F1.

3o lugar em 1982.

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Didier Pironi: o piloto francês não era muito rápido em treinos, tanto que perdeu muitas vezes para Villeneuve. Mas em corridas era rápido, andava junto do canadense e chegou a derrotá-lo numa desobediência de ordens da equipe no GP San Marino 82. Estava liderando folgado o campeonato de 1982 e teria sido o campeão desse ano, se não fosse o acidente nos treinos da Alemanha/82, na qual quebrou as pernas.

Vice campeão em 1982.

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Ricardo Patrese: campeão mundial de kart em 74, era um piloto rápido, fez boas atuações pela pequena Arrows, mas quando teve carro para ser campeão não teve sucesso e foi coadjuvante (1983, 1991 e 1992), mesmo em 92 na "Williams de outro mundo" foi vice-campeão com quase metade de pontos do seu companheiro de equipe (Mansell).

Vice-campeão em 1992.

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Elio de Angelis: um piloto muito bom, rápido e ótimo acertador de carros. Nos anos que correu com Mansell na Lotus derrotou o inglês em 3 das 4 temporadas, só isso já mostra o talento do italiano. Em 1985 mesmo tendo preferência de melhor equipamento, começou a ser batido sistematicamente por Senna e ficou mentalmente destruído, criando um monte de teorias da conspiração contra ele. Por esse motivo saiu da equipe e infelizmente morreu nos testes da Brabham em Paul Ricard em 1986.

3o lugar em 1983.

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Michelle Alboreto: um bom piloto, rápido em corridas, muito consistente, muito regular e cometia poucos erros. Ganhou duas corridas pela pequena Tyrrell e isso fez chamar a atenção e acabou indo para a Ferrari. Seu ponto fraco não era ser muito rápido em treinos, e esse ponto fez ele perder para Berger em 87 e 88 (Berger 28 x 4 Alboreto), e ser dispensado da Ferrari em 88.

Vice-campeão em 1985.

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Martin Brundle: outro bom piloto, técnico, bom de chuva, que cometia poucos erros. Seu ponto fraco era não ser rápido em treinos (igual Alboreto e Ickx), e isso prejudicava suas corridas, ele mesmo chegou a confessar isso. Para quem duvida, ele perdeu para Schumacher nos treinos por 16x0, mas em corridas ele deu trabalho ao alemão, foi Brundle 7 x 9 Schumy. E nesse esporte para ter sucesso, o piloto precisa largar na frente o maior número de corridas possível. Poucos sabem, mas ele foi um dos companheiros de equipe que mais deu trabalho ao Schumacher (mais até que Barrichello e Massa).

CURIOSIDADE: Brundle foi o único piloto a não ganhar corrida na F1, que andou na frente de Senna e Schumacher na mesma corrida. Foi no GP Inglaterra 1992.

5o lugar em 1992.

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Stefan Bellof: outro piloto genial para dirigir e controlar os Porsches e andou muito bem nos 2 anos que correu na F1, mas não dominou por completo seu companheiro Martin Brundle na Tyrrell, chegando a perder em vários treinos para o inglês (Bellof 12 x 9 Brundle). No GP Mônaco 84 dizem que estava andando no ritmo do Senna, mas não podemos esquecer que a Tyrrell foi desclassificada por estar com peso abaixo do regulamento. Independente disso, era uma promessa para a F1. Morreu em Spa num toque com Jack Ickx na Eau Rouge em 1985.

16o lugar em 1985.

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Gerhard Berger: outro piloto muito bom, rápido, principalmente nas pistas de “alta” que ele andava muito bem, ganhou corrida pela mediana Benetton, mas quando teve carro para ser campeão foi coadjuvante (1990, 1991). Faltava um pouco de consistência em corridas, em 1990 ele largava sempre entre os primeiros, mas era ultrapassado pelo Prost na maioria das vezes. Teve sorte de assinar bons contratos pela McLaren e pela Ferrari. O melhor resultado dele na F1 foi em 1994 ficando em 3º no campeonato, justamente quando não teve carro campeão, mas sem Senna, Prost e Piquet nas pistas, ficou mais fácil ficar em 3º no campeonato.

3o lugar em 1994.

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Jean Alesi: piloto muito rápido, bom de chuva, que fez ótimas corridas pela Tyrrell, pela Ferrari, pela Benetton e pela Sauber, mas tinha uma pilotagem "bruta" e quebrava muito seus carros, além de não ter tido um carro vencedor em mãos. Tem uma única vitória na F1 (Canadá 95), o que é injusto, mas na F1 sem um CARRO razoavelmente bom ninguém faz milagre. Segundo algumas pessoas que trabalharam com ele, tinha muita habilidade como piloto, mas não era bom acertador de carros.

4o lugar em 1996.

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Roberto Moreno: foi um piloto pouco reconhecido na F1. Campeão F Ford 1600 Inglesa 80, Vencedor da Copa da Tasmânia F Atlantic 82, vencedor GP Macau F Atlantic 83 e Campeão F3000 88 (4 vitórias), esses são os títulos dele fora da F1. Era um piloto rápido e excelente acertador de carro, haja vista que ele fazia com equipes pequenas e carros sem expressão. Conseguiu 6º lugar com a AGS no GP Austrália 87 e chegou em 3º lugar nas 500 milhas de Michigan com a Payton Coyne, ambas equipes pequenas. Depois disputou o título da F Cart em 2000 até a última corrida do ano (o campeão foi Gil de Ferran, o vice foi Adrian Fernandez e ele ficou em 3º lugar) e correu também em 2001, nesses dois anos ganhou duas corridas (Cleveland e Vancouver). Mereceria uma chance melhor na F1 para mostrar seu talento.

10o lugar em 1991.

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Damon Hill: era um piloto mediano, que foi contratado para ser piloto de testes da Williams 91 e teve a sorte de estar no lugar certo na hora certa. A partir de 96 evoluiu como piloto fez boas temporada (96, 97 e 98) e se tornando campeão do mundo em 96. Apesar de não ter sido um piloto ruim, muitos consideram tecnicamente o campeão mais fraco de todos da história da F1. Algumas fontes dizem que ele passava boas informações sobre o carro, particularmente Adrian Newey gostava do Hill como piloto.

Campeão 1996.

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Rubens Barrichello: um piloto super carismático, muito técnico, bom de chuva, ótimo acertador de carros e rápido. Fez belas atuações com equipes pequenas como Jordan e Stewart. Mas na Ferrari e na Honda/Brawn infelizmente ficou à sombra de Schumacher e Button. Não teve a sorte de estar na equipe certa com o companheiro certo. O ponto negativo dele eram nas pistas que depende mais de braço (Spa e Suzuka), ele ficava muito atrás do Schumacher nos treinos (com exceção de 2003) e a falta de sorte que ele tinha no GP Brasil, onde só conseguiu um único pódio em 2004, mesmo com todas as temporadas que correu na F1.

Vice-campeão em 2002 e 2004.

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Eddie Irvine: um piloto rápido, mas às vezes aloprado causando acidentes graves na F1. Chamou atenção na F1 na sua estreia no GP Japão 93 quando com uma mísera Jordan estava “empurrando” Damon Hill na poderosa Williams na chuva, e depois ainda ultrapassou Senna, que estava dando uma volta no irlandês. Irvine derrotou Rubinho nos treinos quando ambos correram de Jordan (93, 94 e 95). Foi para a Ferrari e ficou sempre à sombra de Schumacher. Em 1999 Schumacher quebrou as pernas, e bastou a Ferrari dar mais atenção ao irlandês, para ele disputar o título como Mika Hakkinen. Poderia ter sido o campeão de 1999, se a Ferrari não tivesse “pisado na bola” com ele. O único ponto negativo é que o irlandês não sabia acertar carros (dito pelo Rubinho).

Vice-campeão em 1999.

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David Coulthard: piloto mediano no começo da carreira (94), mas depois evoluiu e se tornou bom piloto, fez ótimas corridas, ganhou 13, mas não podemos esquecer que ele teve sempre bons carros em sua carreira na F1 (Williams, McLaren e Red Bull, todos carros de Adrian Newey). Perdeu para cinco companheiros de equipe (Hill, Hakkinen, Kimi, Doorbons e Webber), só venceu de dois (Klien e Liuzzi). Esse retrospecto entrega que Coulthard foi um bom piloto, mas muito longe de ser um fora-de-série.

Vice-campeão em 2001.

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Jacques Villeneuve: campeão da F Cart em 95 e campeão da F1 em 97. Chegou na F1 em 96 surpreendendo e fazendo boas corridas, e disputando o título com seu companheiro Damon Hill. Mas não podemos esquecer que o carro da Williams superdimensionou o seu talento, pois depois que saiu da equipe inglesa seus resultados decepcionaram. Ele perdeu para seus últimos 4 companheiros de equipe (Button, Massa, Alonso e Heidfeld). Fontes da Williams dizem que não era bom acertador de carros, apesar disso era um bom piloto, sem dúvida.

Campeão 1997.

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Jarno Trulli: campeão mundial de kart em 91. Era um piloto talentoso e muito rápido numa volta lançada nos treinos. Nos treinos ele bateu todos seus companheiros de equipe (com exceção de Alonso). Venceu apenas uma corrida na F1 (GP Mônaco 2004) e merecia chance melhor na F1. Junto do Alesi foi outro piloto injustiçado.

6o lugar em 2004.

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Giancarlo Fisichella: a velha frase do Galvão se aplica muito bem ao Fisicho: “uma coisa é andar bem numa equipe pequena, outra coisa é andar bem numa equipe de ponta, onde não há o direito de errar.” O italiano era um piloto muito promissor no início da carreira, andou bem em todos os carros que teve, foi eleito pelos próprios pilotos da F1 como o melhor piloto depois do Schumacher, mas decepcionou quando teve carro para disputar título (2005 e 2006) e perdeu feio para o Alonso na Renault. Mas independente disso, pelo que mostrou nos anos 90, era um bom piloto.

4o lugar em 2006.

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Mark Webber: um piloto que marcou pontos na estreia pela Minardi, chamou a atenção da F1, e fez boas corridas durante toda sua carreira, mas quando teve carro para ser campeão na RBR (2009 a 2013) fracassou. Deu trabalho a Vettel em 2009 e 2010, depois ficou na poeira do Alemão. Como todos esses carros, nem ao menos vice-campeão ele foi, o que é um ponto negativo em sua carreira. Mesmo sendo muito rápido nos treinos (Leão de Treinos), em corridas ele foi apenas um bom piloto.

3o lugar em 2010, 2011 e 2013.

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Felipe Massa: um piloto muito bom e muito rápido se tiver um carro no estilo de guiar (traseiro). Felipe deu trabalho a Schumacher em 2006 e Alonso em 2010 e 2013 e disputou título com o Hamilton em 2008, sendo que ficou a apenas 1 ponto do campeão. Venceu duas vezes o GP Brasil 2006 e 2008, só não venceu em 2007 pois teve que ceder a vitória ao Kimi Raikkonen. Pilotagem na chuva não era o seu forte, apesar de ter ganho no GP Brasil 2008 com chuva no final. Como ponto negativo tinha dificuldades em carros "dianteiros".

Vice-campeão em 2008.

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Cristiano da Matta: outro bom piloto que merecia melhor chance na F1, foi campeão da F3 Brasileira 1994, Indy Lights 1998 e da F Cart em 2002. No ano de estreia ficou na frente se seu companheiro de equipe (Olivier Panis) que era um piloto bem-conceituado na F1, só isso já é prova que era bom. Mas brigou com os chefes da Toyota e saiu da F1.

13o lugar em 2003.

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Valtteri Bottas: piloto muito rápido numa volta lançada, fez várias poles na carreira e derrotou todos os companheiros de equipe, com exceção do Hamilton. Em ritmo de corrida, o finlandês é  rápido mas peca por não ser tão consistente. Esse estilo de piloto lembra muito o estilo do Berger nos anos 80 e 90.

Vice campeão 2019 e 2020

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Sergio Perez: esse bom piloto mexicano tem duas características marcantes: saber poupar os pneus muito bem e é muito bom em pistas de ruas. Ele chamou a atenção da equipe Red Bull pelas boas atuações na equipe Racing Point, principalmente nas corridas, e tomou o lugar do Albon na equipe austríaca em 2021. Seu ponto fraco é não ser muito rápido em treinos, o que o faz em grande parte das corridas largar atrás do seu companheiro de equipe (Verstappen).

3o lugar em 2022

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EXCELENTES PILOTOS:

 

Giuseppe Farina: foi o primeiro campeão da F1 e o único piloto que derrotou Fangio dentro da equipe numa temporada, ele deu sorte pelo Fangio ter mais quebras, mas independente disso, podemos considerar o italiano um excelente piloto. Pena que em 1952 ele entrou em decadência, pela sua avançada idade e virou coadjuvante da F1 correndo pela Ferrari.  

Campeão 1950.

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Jack Brabham: não era um piloto extremamente rápido, mas o “conjunto da obra” dele merece estar entre os excelentes. Foi o único campeão num carro construído por ele próprio. Nos dias de hoje seria absolutamente inviável o piloto se envolver como chefe de equipe, e correr ao mesmo tempo. Jack Brabham, ao lado de Piquet e Stewart, são os maiores desenvolvedores de carros da história, numa época que o piloto era peça fundamental na melhoria do carro. O ponto positivo que ele nunca fez seus segundos pilotos de “capacho”, tanto que foi derrotado em 9 temporadas por seus companheiros de equipe (Moss, McLaren, Gurney, Clark, Hulme, Rindt e Ickx).

Campeão 1959, 1960 e 1966.

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Graham Hill: o inglês era um piloto rápido, consistente e muito regular. Ganhador 5 vezes de Mônaco, numa época que as corridas duravam 3 horas e não havia garrafinha de água, isso é para poucos. Pena que depois que foi campeão em 68, entrou em decadência e não fez mais boas temporadas, sendo até preterido dentro da Lotus em prol de Jochen Rindt. Ele e Montoya detém a tríplice coroa na F1 (Mônaco, Indy 500 e 24 horas de Le Mans).

Campeão 1962 e 1968.

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John Surtees: foi o único campeão nas motos e nos carros. Nas motos foi tetracampeão nas 500 cc (56, 58, 59, 60) e tricampeão nas 350 cc (58, 59, 60). Parece fácil, mas não é pois são dois esportes totalmente diferentes. Era um piloto rápido e muito regular e tinha muito conhecimento de mecânica.

Campeão 1964.

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Denny Hulme: foi campeão em 1967 sem ter feito uma só pole (igual Lauda em 84), mas não podemos esquecer que o neozelandês correu com um carro Brabham defasado de chassi e motor em relação a Jack Brabham e derrotou o dono da equipe. Isso prova que quem era Hulme. Além disso ele foi bicampeão na Can-Am (68/70) derrotando Bruce McLaren, o dono da equipe, que também corria na Can-Am e na F1.

Campeão 1967.

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Jochen Rindt: era um piloto com excelente controle sobre o carro e mesmo não tendo um estilo limpo, dizem que ele tinha um estilo “traseira na zebra”, era muito rápido e habilidoso. Ele correu junto com Graham Hill em 1969 na Lotus e já estava andando na frente do inglês em várias corridas. Em 1970 foi campeão com ajuda do Emerson Fittipaldi, foi o único campeão post mortem da história da F1.

Campeão em 1970.

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Mario Andretti: um piloto muito versátil, campeão na F1 e na F Indy. É o único piloto a vencer na F1, no Daytona 500, nas 500 milhas de Indianápolis e nas 24 horas de Le Mans. Foi campeão na F1 em 1978 tendo Peterson como companheiro na Lotus, mas com prioridade de equipamento frente ao sueco. Ele foi o único piloto a ganhar corridas em 4 décadas seguidas (anos 60, 70, 80 e 90). Última vitória nas 24 horas de Le Mans 95.

Campeão 1978.

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Ronnie Peterson: era um piloto muito rápido e talentoso, que sabia usar “derrapagem controlada” (Tyrrell) e também sabia dirigir de forma suave. Deu trabalho ao Emerson Fittipaldi em 73 e ao Mario Andretti em 78, mesmo não tendo prioridade de equipamento em 78. Pena que a morreu no acidente do GP Itália 78, pois com certeza tinha talento para ser campeão, Fittipaldi e Andretti confirmam isso.

Vice campeão 1971 e 1978.

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James Hunt: o inglês era um piloto muito rápido, apesar de não ser considerado bom acertador, nem ter um estilo técnico de pilotagem. Foi campeão em 76, depois que Lauda desistiu de correr no GP Japão 1976. Depois que foi campeão, jamais foi o mesmo piloto e entrou em decadência. Tem a história do Hunt na orgia com 33 aeromoças antes do GP Japão 1976, mas com certeza é uma “lenda urbana”. Como curiosidade, até o momento Hunt e Verstappen são os únicos campeões do mundo que jamais tiveram um companheiro campeão do mundo, ou que viria ser campeão do mundo, dentro das suas equipes.

Campeão 1976.

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José Carlos Pace: quem viu esse brasileiro correr, diz que ele era um excelente piloto, muito rápido e talentoso, fazia milagres com carros ruins. Sua carreira nas categorias de base foi meteórica: no período de 69 a 70, ele se classificou 27 vezes entre os 5 primeiros no grid em 35 corridas e marcou 7 recordes de pista nas 10 pistas inglesas. Por isso chamou a atenção dos chefes de equipes. Em 75 e 76 deu calor no Reutemann chegando a ficar na frente dele no campeonato em 76. Poucos sabem, ele foi um dos primeiros (senão o primeiro) piloto a testar os freios a carbono na F1 em 1976 (com Gordon Murray).

6o lugar em 1975.

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Jody Scheckter: o sul-africano era um piloto muito rápido, e mesmo sendo considerado um “troglodita” em termos de pilotagem, foi campeão na Ferrari em 1979, tendo uma temporada muito regular e disputando contra Villeneuve. Depois que foi campeão se desanimou, nunca mais foi o mesmo e abandonou a F1.

Campeão 1979.

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Patrick Depailler: era um piloto muito rápido, correu de 74 a 76 com Scheckter e em 77 Peterson. Sempre andou próximo desses dois pilotos nos treinos, só isso prova que Depailler era talentoso. Em 1976 com uma Tyrrell ficou em 4º na frente de Regazzoni com uma Ferrari. Em correu 79 junto com Jacques Laffite da Ligier, chegando a liderar o campeonato e poderia disputar o título, se não fosse um acidente com asa-delta na qual quebrou as pernas. Morreu em 1980 nos testes da Alfa Romeo.

4o lugar em 1976.

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Carlos Reutemann: um piloto muito rápido e regular, que possuía o recorde de 15 corridas pontuadas seguidas numa época que os carros quebravam muito. Quando teve uma Williams em condições de ser campeão pegou Alan Jones e Nelson Piquet pela frente e perdeu para os dois. E justamente em 1982 quando ele resolveu aposentar, seu companheiro de equipe: Keke Rosberg foi o campeão do mundo. Se ele não se aposentasse, teria chances de disputar mais um título. Mas ninguém tem bola de cristal nesse esporte. Mais uma injustiça, ele merecia ser campeão do mundo.

Vice campeão 1981.

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Alan Jones: um piloto muito rápido e consistente, foi campeão em 1980, numa manobra desleal encima de Nelson Piquet no GP Canadá/80, e em 1981 ele não quis ajudar Reutemann no campeonato, por que estava brigado com o argentino, ficou em 3º no campeonato. Depois ainda voltou na F1, mas estava em final de carreira

Campeão 1980.

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Keke Rosberg: era um excelente piloto, muito habilidoso, mas nunca teve sequer um carro em condições de ser campeão. Keke foi campeão em 82, devido aos acidentes de Villeneuve e Pironi, e com muita regularidade acabou ficando com o título. Rosberg foi o único companheiro de equipe que derrotou Emerson Fittipaldi. As 5 vitórias não representam o verdadeiro talento desse finlandês. Como ponto negativo, não era bom acertador de carros.

Campeão 1982.

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Gilles Villeneuve: Andava com bico quebrado, carro com 3 rodas, ele era um show man. Um piloto super arrojado, muito rápido e combativo, andava no limite e às vezes passava, tinha as características que os tifosis gostavam. Como ponto negativo tinha um nível de erros considerado alto na época.

Vice-campeão em 1979.

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Nigel Mansell: era um piloto muito rápido, arrojado e combativo. No começo da carreira perdeu para Elio de Angelis e Keke Rosberg, mas depois de 1986 “explodiu” para a F1. Só não ganhou mais títulos, por que correu numa época de vários pilotos fora-de-série, e por isso perdeu 3 títulos para esses pilotos (86 para Prost, 87 para Piquet e 91 para Senna). Foi para a F CART e foi campeão no ano de estreia disputando contra Emerson Fittipaldi. Os únicos pontos negativos era não saber acertar o carro e cometer muitos erros de pilotagem.

Campeão 1992.

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Mika Hakkinen: um piloto muito rápido e consistente. Deu trabalho a Senna na sua estreia na McLaren em 93, mas nas corridas seguintes (Japão e Austrália) não acompanhou o ritmo do brasileiro. Foi campeão depois do grave acidente nos treinos da Austrália 95, que o deixou em coma e com sequelas, mas ainda bem que não morreu, pois anos mais tarde ele seria adversário de Schumacher (98 e 99). Como pontos fracos: não era bom na chuva, não era grande acertador de carros, tinha dificuldade com carros dianteiros.

Campeão 1998 e 1999.

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Jenson Button: outro piloto desvalorizado nos sites de automobilismo, mas era rápido, extremamente consistente e regular em corridas. Tinha um estilo limpo e sabia conservar os pneus como ninguém. Derrotou Trulli, Villeneuve, Sato e Barrichello dentro das suas equipes e chegou a derrotar Hamilton na McLaren em 2011. Tem que ser muito bom para derrotar o Hamilton. Rubinho correu com ele na Honda e na Brawn e disse para quem quiser ouvir que “o inglês era um excelente piloto”. Aprendeu muita coisa em termos de acerto de carros com o Rubinho.

Campeão 2009.

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Juan Pablo Montoya: campeão da F 3000 e da F Cart, era rápido, combativo e arrojado, e deu trabalho ao Schumacher em 2003. Ele tinha uma mistura de Nigel Mansell com Gilles Villeneuve, e tinha um nível de erros alto, mas era talentoso sem dúvida nenhuma. Poderia ter sido campeão em 2003 se não tivesse quebras em duas corridas, que liderava folgado (Áustria e Japão). Ele e Graham Hill detém a tríplice coroa na F1 (Mônaco, Indy 500 e 24 horas de Le Mans).

3o lugar em 2003.

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Kimi Raikkonen: depois da morte de Senna, Raikkonen e Montoya foram os primeiros pilotos a dar trabalho ao Schumacher com um carro inferior, Kimi quase tirou o título do alemão em 2003, só isso mostra a importância do ICEMAN para a F1. Mesmo sendo uma pessoa fechada e de poucas palavras, sempre foi muito consistente e regular em corridas, com baixíssimo nível de erros, ao contrário de Hill, Villeneuve e Hakkinen, antigos adversários do Schumacher. Seu auge foi em 2003 e 2005, na qual andou muito bem com a McLaren e poderia ter sido campeão de não fossem as quebras nesses dois anos.

Campeão 2007.

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Nico Rosberg: um piloto bastante desvalorizado nos sites sobre automobilismo, mas ninguém derrota Schumacher por 3 anos seguidos (2010, 2011 e 2012) e Hamilton (2016) se não for um excelente piloto. Há notícias da mídia dizendo que em 2016 era ele que liderava a equipe Mercedes no acerto do carro (nesse ponto era bem diferente do pai) e com certeza ele buscou acertos que não se adequavam ao estilo do Hamilton em 2016. Usando a inteligência e regularidade, foi campeão nesse ano. Não tem ninguém bobo nesse esporte.

Campeão 2016.

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Sebastian Vettel: um piloto muito rápido e consistente, quando tem o carro no seu estilo de pilotar, mas é um piloto com um nível de erros consideravelmente alto. Foi tetracampeão nos carros de Adrian Newey, e talvez isso tenha superdimensionado o seu talento. Mas perdeu para seus companheiros de equipe em 3 temporadas: para Ricciardo (2014) e Leclerc (2019 e 2020). Daí vimos quanto um carro bom faz diferença e supervaloriza o piloto. Dizem que ele tem um pouco de dificuldades com carros traseiros, mas é excelente com carros dianteiros. Como curiosidade, ele venceu todas as suas corridas, largando entre os 3 primeiros do grid.

Campeão 2010, 2011, 2012 e 2013.

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Daniel Ricciardo: um piloto rápido, arrojado com baixo nível de erros, que derrotou o tetracampeão Vettel dentro da sua equipe (Red Bull) em 2014. Mas infelizmente o seu estilo de frenagem dentro das curvas, não se adaptou a McLaren 2021 e 2022 e foi derrotado por seu companheiro de equipe Lando Norris.

3o lugar em 2014 e 2016.

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Charles Leclerc: destaque na Sauber, passou a piloto Ferrari e desbancou o tetracampeão Vettel como primeiro piloto da equipe de Maranello, derrotando o alemão em dois anos (2019 e 2020). Ninguém faz isso se não for um excelente piloto. Tem tudo para ser campeão do mundo se tiver um carro competitivo, mas precisa minimizar a sua quantidade de erros se quiser ser campeão.

3o lugar em 2019.

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GÊNIOS:

Alain Prost: é considerado um dos melhores pilotos de todos os tempos, grande acertador de carros (John Barnard confirmou isso em várias entrevistas, como a do Jornal O Globo 25/04/1993 pg 54), é o único que teve cinco companheiros campeões (ou futuros campeões) do mundo dentro das suas equipes e DERROTOU TODOS ELES (Lauda em 85, Rosberg em 86, Senna em 89, Mansell em 90 e Hill em 93), essa é a prova cabal que o francês era um fora-de-série. Fora isso ele foi o único companheiro de equipe a derrotar Ayrton Senna na F1. O francês era cauteloso nos treinos, mas super veloz, cerebral, calculista e estrategista nas corridas. Raramente se envolvia em acidentes e raramente se arriscava nas corridas na chuva. Seu ponto negativo era sua capacidade de manipular a mídia e principalmente Jean Marrie Balestre, com mentiras para atingir seus objetivos.

Campeão 1985, 1986, 1989 e 1993.

Lewis Hamilton: é um dos melhores pilotos de todos os tempos. Talentoso, bom de treino, bom de corrida, bom de chuva e com muito talento natural. Ele é o atual recordista de títulos, vitórias e poles da F1. Lógico que os carros que ele teve em mãos lhe ajudaram muito (ele nunca teve um carro ruim na F1), mas não podemos esquecer que ele ganhou um título sem ter o melhor carro da temporada (2018), apesar da Mercedes 2018 ser um bom carro estava abaixo da Ferrari. Isso prova que ele faz diferença. Sempre foi um piloto muito rápido, mas ao passar do tempo amadureceu e aprendeu a controlar seu ímpeto, errar pouco e se tornou um piloto completo para a F1 atual. Nesse tempo também aprendeu a poupar pneus o que foi fundamental para ganhar o título de 2018. Como ponto positivo ele jamais VETOU nenhum companheiro de equipe (como já fizeram Lauda, Piquet, Senna, Mansell, Prost e Schumacher) que mostra que ele não tem medo de enfrentar ninguém.

Campeão 2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020.

 

Michael Schumacher: é um dos melhores pilotos de todos os tempos, um dos maiores talentos naturais da F1. Em ritmo de corrida é considerado o mais rápido da F1 moderna (pós 1968), as 77 VMRs provam isso. As táticas de corrida com stints curtos e pouca gasolina lhe ajudaram muito, mas isso não tira os méritos do Alemão. Ele foi inteligente ao perceber a decadência da Benetton ao se transferir para a Ferrari em 1996, e depois foi o responsável pela reestruturação da equipe italiana a partir de 1997 com a contratação do corpo técnico da Benetton. Realmente ele teve uma época com pouca concorrência numa fase da carreira, mas mesmo antes, ele já dava trabalho a Piquet e Senna e se mostrava ser um piloto fora-de-série. A se lamentar suas atitudes não muito leais na pista (muitos consideram o Dick Vigarista), o tratamento “capacho” para seus segundos pilotos e o fracasso do seu retorno à F1 em 2010 a 2012.

Campeão 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004.

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Max Verstappen: pelo que fez em 2021, 2022 e 2023, o holandês já merece estar no grupo dos pilotos fora-de-série. É um piloto muito rápido, consistente, bom de chuva, erra pouco e super arrojado. A forma como ele derrotou Gasly, Albon e Perez (três bons pilotos) e o título de 2021 disputado contra Hamilton num carro em equilíbrio técnico com a Mercedes, comprovam que o holandês merece estar nesse grupo, apesar de fazer algumas manobras controversas nas pistas e ser criticado por isso. Até o momento Verstappen e Hunt são os únicos campeões do mundo que jamais tiveram um companheiro campeão do mundo, ou que viria ser campeão do mundo, dentro das suas equipes.

Campeão em 2021, 2022 e 2023

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Nelson Piquet: é considerado por muitos o piloto mais completo de todos os tempos, grande acertador e desenvolvedor de carros. Ele mesmo fazia o papel de mecânico e piloto na F Super V Brasil 74 e 75 e na F3 Inglesa 77, fato raríssimo na história do automobilismo e isso acabava chamando sua atenção e indo para equipes grandes. Além de ser um piloto muito rápido, era estrategista, muito esperto em esconder os acertos dos seus companheiros de equipe e em encontrar alguma vantagem no seu carro para que pudesse vencer as corridas.

Campeão 1981, 1983 e 1987.

 

Jackie Stewart: foi um dos pilotos mais completos de todos os tempos, era mecânico na oficina da sua família, foi-lhe dada uma oportunidade de correr nos Carros Esportes e venceu logo na sua primeira corrida em 1961. Depois foi campeão de F Ford Inglesa em 1964 com 11 vitórias em 12 corridas. Na F1 foi campeão por equipes pequenas (Matra e Tyrrell) e em 1971 foi o criador de testes de pneus slicks na F1, numa época que ninguém pensava nisso, o escocês estava à frente dos pilotos do seu tempo. No GP Bélgica 67, chegou em 2o lugar, com apenas uma mão ao volante, a outra segurava a alanca de câmbio quebrada. Foi campeão em 69 e 71 com um “pé nas costas” sem adversários nas pistas. Já o título de 73, foi duro, disputando contra os grandes Emerson Fittipaldi e Ronnie Peterson.

Campeão 1969, 1971 e 1973

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Emerson Fittipaldi: dos grandes campeões da F1 moderna (pós 1968) é um dos pilotos com o menor nível de abandonos por erros. Era rápido e raramente se expunha a sofrer um acidente. Era bom acertador de carros e nos anos 70, quando ser acertador era fundamental. Era supercauteloso em treinos, por isso fez poucas poles, mas era super veloz em corridas (estilo herdado pelo Prost). Ele foi um grande adversário de Jackie Stewart em 72 e 73. E ganhou em 74 com uma McLaren inferior a Ferrari de Regazzoni e Lauda. Poderia ser campeão em 76 se continuasse na McLaren, mas se transferiu para a Copersucar. Foi campeão da F Cart em 1989 e vice em 1993 e 1994 disputando contra Nigel Mansell e Al Unser Jr que foram os campeões. Ganhou as 500 milhas de Indianápolis em 1989 e 1993.

Campeão 1972 e 1974.

CURIOSIDADE: Emerson não fez nenhuma VMR nos anos em que foi campeão na F1 (72 e 74), mostrando que ele era um piloto rápido que sabia poupar o carro e não andava no limite para chegar nos finais das corridas.

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Fernando Alonso: o espanhol foi campeão mundial de kart em 98, e foi o primeiro piloto (depois de Senna) a derrotar Schumacher com um carro no mesmo nível. O próprio Schumacher falou na época: “Fernando Alonso pesou na minha aposentadoria.” Um piloto muito rápido, extremamente consistente e sabe aguentar pressão como poucos. Derrotou todos os companheiros de equipe, fora o Hamilton. A se lamentar sua personalidade difícil, e suas atitudes não muito corretas como a da Hungria 2007, quando ele segurou Hamilton de propósito nos boxes. Por isso ele é odiado até hoje nos sites de automobilismo, mas nada disso o impede de entrar nessa lista.

Campeão 2005 e 2006.

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Niki Lauda: outro piloto rápido e acertador de carros. Lauda teve carro bom em 1974, mas perdeu o título por que cometeu erros e teve várias quebras. Depois de 1975 “explodiu” para a F1 e foi campeão com facilidade. Em 76 teve um grave acidente, que o fez perder velocidade e ser contestado dentro da Ferrari, mas foi campeão de forma brilhante em 77. Depois foi campeão em 84 por 0,5 ponto contra Alain Prost, mesmo sem fazer uma só pole na temporada. Fez um campeonato “cabeça” e vindo de trás em todas as corridas da temporada, fantástico.

Campeão 1975, 1977 e 1984.

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Stirling Moss: Foi um dos melhores pilotos dos anos 50. Ganhou 212 das 529 corridas que disputou (40%) de 1948 a 1962, dirigiu 84 tipos de carros diferentes e chegou a competir em 62 corridas num ano. Era o único companheiro que andou na frente de Fangio: foi no GP Inglaterra 1955. Mesmo sem ser campeão, ele era um piloto super talentoso que andava bem em tudo que pilotava, seja turismo ou fórmula. Ele foi tetra-vice campeão na F1 (55, 56, 57 e 58) e perdeu 2 títulos por puro azar (1959 e 1960). Em 1956 teria sido campeão, se Fangio não trocasse de carro 3 vezes durante as corridas, em 1958 se não testemunhasse a favor do Hawthorn e em 1959 se não quebrasse na última prova da temporada. Merecia pelo menos uns 2 títulos na F1. É a prova cabal que números absolutos nem sempre são justos.

Vice campeão 1955, 1956, 1957 e 1958.

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Alberto Ascari: Foi um dos 3 melhores pilotos da F1 nos anos 50. Era um piloto bastante talentoso, derrotou facilmente todos seus companheiro de equipe, inclusive Farina que fora o campeão do mundo em 1950, foi o primeiro piloto a ganhar 9 corridas seguidas (recorde que seria igualado por Vettel em 2013, 60 anos depois) e o primeiro piloto a ganhar 2 títulos na F1. Morreu num teste em Monza em 1955.

Campeão 1952 e 1953.

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Dan Gurney: outro piloto, pouquíssimo conhecido e injustiçado na F1, mas as comparações mostram que ele era um piloto fora-de-série e muito versátil, ganhou corridas na F1, na Indy, no Turismo e na Nascar. Ele correu com Jack Brabham 3 anos na mesma equipe e derrotou o australiano nos 3 anos (63, 64 e 65). Derrotou o australiano em largadas, chegadas e pontos. Só isso prova como era supertalentoso, mas não teve sorte de ter um carro campeão em mãos. Deu muito azar de sair da Ferrari em 1961 e da Brabham em 1966 justamente no momento, que essas equipes iriam construir um carro campeão e ter carro bom sempre fez muita diferença na F1. O pai de Jim Clark disse no dia do enterro do filho, que o único piloto que Clark realmente temia na F1 era Dan Gurney.

Dan Gurney foi o criador do "Gurney Flap" no aerofólio traseiro.

4o lugar em 1965

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OS FÊNOMENOS (SUPER GÊNIOS):

Juan Manuel Fangio: o argentino chegou na Europa em 1949 e derrotou os melhores pilotos da Europa como Nuvolari, Fagiolli, Farina, Ascari, Villoresi, Taruffi e Chiron. O próprio Tazio Nuvolari disse que Fangio seria o melhor piloto dos anos 50. Fangio venceu quase 50% das corridas que disputou e só foi batido em condições normais (sem haver quebra ou ordem de box) uma única vez por Stirling Moss no GP Inglaterra 1955. O argentino foi o único piloto da F1 campeão por todas as 4 equipes que correu (Alfa Romeo, Mercedes, Ferrari e Maserati) e 3 marcas diferentes de pneus (Pirelli, Continental e Englebert). Ele detém quase todos os recordes percentuais de títulos, vitórias, poles, pódios, pontos e VMR. O argentino era rápido, extremamente consistente, regular e tinha grande conhecimento de mecânica. Todos sabem que é difícil comparar épocas diferentes, mas Fangio, pelo que fez em sua época, era GÊNIO.

Campeão 1951, 1954, 1955, 1956 e 1957.

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Ayrton Senna: apesar da personalidade difícil (ele mesmo reconhecia que precisava melhorar nesse aspecto), Senna foi o piloto com maior talento natural e capacidade técnica da F1. No primeiro teste da F3 em 1982, ele bateu o tempo da pole do piloto oficial da equipe (James Weaver). No primeiro teste na F1 em 1983 na Williams andou mais rápido que o piloto oficial (Keke Rosberg). Na corrida dos campeões de Mercedes 190E ele derrotou todos os medalhões do grid, sem nunca ter corrido de turismo antes. No teste com a Penske em 1992 ele foi mais rápido que Emerson Fittipaldi, todos esses feitos foram assombrosos. Senna foi o piloto mais rápido da F1 numa volta lançada, chegando a ser em média 0,6s mais rápido que Prost e 0,7s mais rápido que Berger (dois pilotos rapidíssimos) e 1,1s mais rápido que Elio De Angelis, que era um piloto muito bem conceituado nos anos 80. Senna teve atuações fantásticas mesmo com carros que não eram os melhores das suas temporadas, chegando a liderar os campeonatos de 86, 87 e 93 (só não liderou em 85, pois teve pane seca em San Marino 85). O brasileiro é considerado o piloto mais rápido em circuitos de rua e em pilotagem na chuva. Quem trabalhou com Senna diz que ele era bom acertador de carros, chegando a ser maníaco perfeccionista nesse aspecto. O brasileiro tinha tudo para ser o grande adversário do Schumacher nos anos 90 e passar os cinco títulos de Fangio, mas sua morte no auge nos impediu de ver até onde sua carreira chegaria.

Campeão 1988, 1990 e 1991.

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Jim Clark: muitos que viram Jim Clark e Senna pilotarem, vêem algumas semelhanças na genialidade dos dois pilotos. Peter Warr, Jo Ramirez e Stirling Moss já relataram algo sobre isso. O escocês era dono de um talento natural absurdo, ele conseguia disputar títulos sem ter o melhor carro, como aconteceu em 62, 64 e 67 e o bicampeonato não representa o verdadeiro talento dele. A primeira volta no GP Nurburgring 62, quando ele passou 17 pilotos é considerado uma obra prima da F1. Ele guiava bem qualquer tipo de carro e em 1965 ganhou tudo que disputou: campeão na F1, vencedor nas 500 milhas de Indianápolis, na F2 Francesa, na Copa Tasmânia e na Corrida dos Campeões, não se conhece ninguém que tenha feito isso até hoje. Assim como Senna, morreu no auge, mas tinha tudo para alcançar os cinco títulos de Fangio. Como curiosidade Jim Clark jamais ganhou uma corrida na F1 em circuito de rua e chegou em 2o lugar uma só vez na F1 (Alemanha 63). Das corridas que completou ele ganhou 50%. Ele foi o único piloto campeão da F1 e vencedor da Indy 500 no mesmo ano. 

Curiosidade: Clark e Senna morreram em 68 e 94 provavelmente por falha mecânica nos seus carros.

Campeão 1963 e 1965

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